sem título
Faz tanto tempo que não tenho a cara de pau de sentar e escrever um um simples desabafo, acho que até esqueci como era essa sensação. Eu senti que não precisava mais desabafar para o vento, que estava bem e agora tinha quem me ouvir, mas, não sei… a vida não é tão plana quanto parece, não é uniforme. Inúmeras vezes eu escrevi livros na minha cabeça, mas só achava digno os versos contentes e cheios de vida, não queria mais por em prática linhas-não-tão-felizes. Não são tristes, só não são tão felizes, entende?
Eu sempre me carreguei de tanta tristeza e sofrimento jovial, mas depois que me senti adulta já não via mais motivos para tamanho peso que eu carregava feito fardo, eu senti amor, me senti vento e me senti água, mas eu esqueço que às vezes eu sou fogo, tenho terra em mim e não posso rejeitar todos esses elementos.
Quem iria querer ler sobre isso? Ninguém lia meus desabafos então não tinha motivo algum para escrever. Pois é, me enganei profundamente quando percebi que precisava escrever para ninguém ler, é bom colocar em linhas as palavras não tão contentes para depois reler algum dia e saber que aprendeu com isso.
Foi outro assunto que me impulsionou a escrever aqui, mas agora já não é mais o caso, ao menos voltarei para me sussurrar o que eu preciso quando necessário.
Provavelmente poucos ou ninguém vai ler, mas os que entendem vão ler à mim como se lessem.
boa noite, nina.